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Circuito das fortalezas

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Enviado por Luiz Christiano em 00/00/0000

Florianópolis tem cinco fortalezas, das quais quatro estão abertas à visitação. Atualmente, essas fortificações recebem mais de 200 mil visitantes por ano, segundo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), responsável pela manutenção dos monumentos. Duas delas só têm acesso com barcos (ver próximo roteiro).

Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim
É procurada por cerca de 65% dos visitantes do Circuito das Fortalezas de Florianópolis. Descendo no trapiche, o que se vê é a maior e mais bem conservada fortaleza da região. A construção foi feita entre 1739 e 1744 pelo brigadeiro José da Silva Paes, responsável também pelos projetos dos fortes de Santo Antônio e de São José da Ponta Grossa, que formam um triângulo defensivo no Norte da Ilha. Além de fortificação, foi a primeira sede de governo da província de Santa Catarina.

Durante a Guerra do Paraguai, entre 1865 e 1870, serviu como hospital de convalescença e presídio militar. Mais tarde, foi o pátio de execução de dezenas de legalistas, fuzilados a mando do marechal Floriano Peixoto durante os combates da Revolução Federalista, em 1895. Naquele tempo, a Ilha se chamava Desterro e chegou a ser capital federal por seis meses. Depois, ganhou o nome atual, em homenagem justamente ao presidente Floriano Peixoto.

Na parte baixa da ilha, ainda se vêem as prisões do local, com o pé direito alto, e os muros utilizados como paredões de fuzilamento. Subindo mais, percebe-se a enormidade da construção. O paiol, a casa do comandante e o alojamento de soldados foram restaurados. Da antiga igreja sobrou somente o topo fincado no chão. Não deixe de visitar o aquário marinho, localizado no Paiol, a exposição de fotos Fortaleza de Santa Cruz – Retrospectiva e as maquetes das demais fortalezas, dentro da Casa do Comandante.

Forte de São José da Ponta Grossa, na Praia do Forte
Outra construção iniciada em 1740, também no Norte da Ilha. De fora, o que se vê são muros bem altos. Mas já na subida pela rampa avista-se o calabouço e a casa da guarda, em local que contava originalmente com uma ponte levadiça. Dentro do forte, é possível ver a artilharia de canhões, a igreja, o quartel da tropa e a estrutura que comporta a casa do comandante, a cozinha e o paiol.

No quartel da tropa, pode-se ver um manequim vestido com réplica do uniforme utilizado pelos soldados no século XVIII. Outra atração é a exposição de objetos encontrados no solo da região quando foi feita sua reforma, nos anos 1990, que pode ser contemplada no segundo piso da casa do comandante. Entre as peças, estão ossos de animais e louças setecentistas.

Fortaleza de Santo Antônio, na Ilha de Ratones Grande
Situada em frente à praia de Sambaqui, no Norte da Ilha, Ratones foi batizada assim pelo explorador espanhol Don Álvaro Nuñes Cabeza de Vaca, em 1541, que via as ilhas com o formato de ratos grandes. A fortificação foi erguida em 1740, com pedras, óleo de baleia e sangue de animais.

O local foi restaurado nos anos 1990. A evolução da reconstituição do forte pode ser vista por meio de fotos em uma exposição permanente, no quartel da tropa.

Fortaleza de Santana, sob a ponte Hercílio Luz
O Forte de Santana do Estreito, localizado na parte insular da Ponte Hercílio Luz, é o único que teve seus canhões utilizados por força militar. O monumento foi construído a partir de 1761. Seu uso militar ocorreu em 1893, para defender o governo de Floriano Peixoto dos legalistas vindos do RS. Ao longo dos anos, passou por reformas, até a restauração definitiva em 1969. Ao lado da fortificação fica o Museu de Armas Lara Ribas, aberto à visitação.