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CONTATO

A Guarda dos Tesouros

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Enviado por Rogério Monteiro em 02/01/1999

Texto original: Rogério Monteiro
Adaptação: Letícia de Assis

No encontro bucólico de rio e mar, a Guarda do Embaú atrai pelo fascínio da sua natureza preservada e suas ondas perfeitas para o surf.

    “Guardada em baús”. Assim estaria o tesouro escondido pelos jesuítas nas terras próximas ao morro onde o Rio da Madre deságua no mar, 50 km ao sul de Florianópolis. Esta lenda deu nome ao lugar e percorreu a imaginação de várias gerações de habitantes da Guarda do Embaú, antes dos moradores e visitantes descobrirem que o verdadeiro tesouro do lugar não foi enterrado pelos padres. Ele sempre esteve ali, na beleza do encontro bucólico de rio e mar, nas dunas brancas a se perder de vista, nas encostas preservadas de Mata Atlântica.
    Pequeno povoado de pescadores e agricultores, a Guarda do Embaú foi descoberta na década de 70, quando surfistas e jovens alternativos montaram ali suas barracas, atraídos pelas ondas perfeitas e pela exuberante natureza do lugar. Com o tempo a fama do local se espalhou, surgiram as primeiras casas de veraneio, o progresso foi chegando devagarinho. Mas ainda hoje a Guarda é um local mágico. Sem perder suas características originais, assume nos meses de verão um ar cosmopolita de estação de veraneio, com bares, restaurantes e pequenas pousadas sendo invadidas por gente jovem, principalmente surfistas e simpatizantes do esporte.
    Já no inverno, a vila torna-se silenciosa. Os 'lanços' de tainha no mês de maio, redes secando ao sol, plantações de mandioca e carros-de-boi gemendo pelas estradas de terra fazem a rotina. Com pouco mais de 300 habitantes fixos, a Guarda volta a ser apenas um subúrbio da vizinha Pinheira – distante 4 km – como já era no início do século, quando os primeiros desbravadores estabeleceram-se na foz do Rio da Madre.

A Pedra do Urubu

    Subir até a Pedra do Urubu vale a pena. A rocha coroa o morro que separa a Guarda da Praia da Pinheira. Alcançada por uma trilha precária através da mata, ela permite uma visão inesquecível do Rio da Madre, que se esparrama sinuoso pela planície costeira, antes de despejar-se no Atlântico. Ao norte, divisa-se as areias brancas da Prainha, da Pinheira e do Sonho. A Ilha dos Corais, a pequena Ilha do Papagaio e até a ponta sul da Ilha de Santa Catarina. Para o sul, a bela formação da Serra do Mar, que antes de mergulhar no oceano cria recantos de sonho como as praias da Gamboa, Siriú e Garopaba.
    Alugar uma bateira e subir o Rio da Madre é outro passeio inesquecível. O cenário de areias brancas sendo substituídas pelo verde, garças planando rente à água com seu estilo gracioso, o silêncio entrecortado aqui e ali por gritos de pássaros e pelos movimentos ritmados da vara do barqueiro. Pequenas plantações, vacas que miram curiosas, bandos de pássaros e pelos movimentos ritmados da vara do barqueiro. Pequenas plantações, vacas que miram curiosas, bandos de pássaros. Momentos de relaxamento que enternecem os olhos e corações, fazendo lembrar a importância de zelar para que preciosidades como a Praia da Guarda não permaneçam trancadas em baús, mas abertas e preservadas para que todo ser humano possa desfrutar suas maravilhas.                                                                                                                                                                                                                                                                                           

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