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Avenida Beira-mar Norte 24 horas

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Enviado por Emerson Gasperin em 10/11/2008

É quase impossível conhecer Floripa sem passar pela Beira-mar Norte. Ou melhor: sem ir lá. A partir do Centro, a avenida é caminho para praias do Norte (Jurerê, Canasvieiras) e Leste (Mole, Barra da Lagoa). Mas também há opções de lazer que a tornam uma atração. Construída sobre um aterro e inaugurada em 1979, a via alte-rou a rotina e a paisagem da cidade, tornando-se referência tanto para moradores quanto para turistas. Tem três nomes: Avenida Osvaldo Rodrigues Cabral, Jornalista Rubens de Arruda Ramos e Governador Irineu Bornhausen. Na prática, é a Avenida Beira-mar Norte, marca tão forte que acabou batizando a região. O nome está associado a um dos metros quadrados mais valorizados da capital: condomínios, bares, restaurantes e casas noturnas formam um cinturão de cerca de 6 km contornando a baía até o Centro Integrado de Cultura (CIC) e daí até a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), margeando o mangue. O que não falta é coisa para fazer, ver e experimentar do amanhecer à madrugada.

6h d Mal raiou o dia e já tem gente na calçada ou na ciclovia que acompanham a orla. Há marcos de 500 em 500 metros para se calcular a distância percorrida, mas o grande estímulo é o visual. Do terminal rodoviário, no Centro, ao CIC, na Agronômica, os madrugadores passam sob a ponte Hercílio Luz e encaram o mar até a altura em que a vegetação densa do mangue do bairro Itacorubi irrompe baía adentro. Quem ainda tiver fôlego pode aproveitar os equipamentos de ginástica das praças que pontuam o trajeto.

9h d Do começo da avenida e do píer da praça do trapiche saem escunas para passeios que podem durar até quatro horas. O roteiro inclui ilhas como a do Anhatomirim, com direito a parada para banho e visitação da Fortaleza de Santa Cruz, do século XVIII.

13h30 d Restaurantes por toda a avenida servem pratos das cozinhas italiana e japonesa, carnes e frutos do mar. Refeições das mais variadas inspirações ocupam as praças de alimentação dos shoppings Iguatemi e Beiramar, e do supermercado Angeloni. Aqui, sempre há um menu perfeito para o seu gosto, do tamanho de seu bolso e compatível com sua agenda.

15h30 d De volta ao ar livre, uma boa pedida é visitar a Ponta do Coral, logo depois da praça do bar Koxixo’s. A visão do mar delimitado pelos bairros João Paulo e Cacupé, pelo continente e pelo Centro da cidade continua insuperável daquele ponto.
 
18h30 d No fim da tarde, as áreas de lazer da Beira-Mar ficam novamente movimentadas. Pessoas caminham, correm, exercitam-se ou só contemplam o pôr-do-sol. Outros preferem passar o tempo de forma menos cansativa: tomando chope e jogando conversa fora no Boteco da Ilha, com suas mesas na calçada de frente para a baía, ou ali perto, na rua de trás, entre os aperitivos e drinques do Emporium Bocaiúva.

20h30 d Repete-se o dilema da hora do almoço. Além de todas as alternativas do dia, a noite é ideal para certos pecados da gula. Os sanduíches e crepes mais tradicionais saltam da chapa do Kays Ki Dum, enquanto no Roy Bean impera o jeito texano, com muita abundância e sabor: os hambúrgueres (picanha, calabresa ou alcatra) pesam 180g. Na Sanduicheria da Ilha, a estrela é a mortadela, mas há ainda frios especiais e pastéis.
A fartura continua na Papparella, com generoso bufê de frios e pizzas ao estilo napolitano.

23h00 d A pista do El Divino é garantia de diversão, gente bonita e badalação, com programação que inclui renomados DJs, festas temáticas ou grupos de pagode.  Na alta madrugada, insones e insistentes cruzam-se no Koxixo’s para um último drinque. Se demorar, a saideira coincide com o horário em que os primeiros atletas começam a chegar, anunciando um novo dia.